Perguntas frequentes
Quanto tempo leva para a plataforma estar operacional?
A plataforma Innguma pode estar ativa e configurada em menos de 24 horas a partir da definição das necessidades de vigilância. O prazo até que a vigilância seja útil depende, sobretudo, do que acontece antes e depois: definir bem o que vigiar e ajustar fontes e filtros com os primeiros resultados reais, até que deixem passar o relevante e fiquem de fora o ruído.
De que depende o prazo real?
Uma implantação tem três fases, e apenas uma depende sobretudo da plataforma:
| Fase | O que se faz | De que depende a duração | O que a sua organização traz |
|---|---|---|---|
| 1. Definir o que vigiar | Identificar decisões, temas, fontes prioritárias e destinatários | Da disponibilidade das pessoas que decidem em cada área | Uma pessoa de referência e as necessidades de cada área por escrito |
| 2. Ativar | Criar as vigilâncias, conectar as fontes, definir os filtros iniciais e iniciar a captura | De a fase 1 estar concluída; a configuração pode ser feita em menos de 24 horas | A lista de fontes que você já usa e as que exigem assinatura |
| 3. Ajustar e começar a receber | Revisar os primeiros resultados, ajustar filtros e fontes, ativar boletins e o acesso à Biblioteca | De quantas rodadas de ajuste cada vigilância precise | Leitores que digam o que sobra e o que falta |
Por que é preciso ajustar depois de ativar?
Porque nenhum filtro acerta na primeira vez. Na recuperação de informação medem-se duas coisas que puxam em sentidos opostos: a precisão, qual parte do recuperado é relevante, e a exaustividade, qual parte do relevante foi recuperada[1]. Um filtro amplo sobre uma tecnologia traz o importante e muito ruído; um estreito deixa de fora sinais que alguém sentirá falta. O equilíbrio só se encontra com resultados reais e com o critério de quem os lê.
Um caso típico: uma vigilância sobre baterias de estado sólido começa com um filtro pelo nome da tecnologia. Na primeira semana, traz, junto com o útil, notícias de consumo e artigos de opinião. O ajuste consiste em exigir que o termo apareça junto de termos de fabricação ou de materiais, acrescentar as bases de patentes como fonte e retirar dois meios generalistas. Exemplo ilustrativo.
A UNE 166006:2018 traz essa lógica: adota a estrutura comum dos sistemas de gestão e ordena os requisitos da operação por tipo de saída, do controle de fontes à busca, ao tratamento, à valorização, à distribuição e ao armazenamento[2]. A norma, em vigor desde abril de 2018[3], inclui ainda a avaliação de desempenho e a melhoria: a vigilância não se configura uma vez para sempre.
O que costuma prolongar uma implantação?
- Querer cobrir tudo no primeiro dia. Começar por uma ou duas áreas com necessidades claras encurta a fase 1.
- Necessidades sem decisões por trás. «Queremos estar atualizados sobre o setor» não se filtra; «quais concorrentes estão patenteando neste campo», sim.
- Ninguém para validar os primeiros resultados. Sem leitores que respondam, a fase 3 estagna.
- Fontes por assinatura não esclarecidas. Se uma fonte-chave exige licença, convém resolver isso antes de ativar.
- Integrações que dependem de terceiros. A integração com o Active Directory exige a equipe de sistemas da sua organização.
Quando se pode dizer que a vigilância está operacional?
Um critério prático: quando cada área recebe o seu boletim, o lê e conseguiu apontar ao menos um sinal que lhe serviu para decidir ou para se antecipar. A partir daí, a vigilância entra em revisão contínua: filtros, fontes e destinatários são revisados quando mudam as prioridades. A metodologia completa é explicada na sua própria página.
Fontes e referências
- [1] Manning, C. D., Raghavan, P. e Schütze, H. Introduction to Information Retrieval, cap. 8: Evaluation of unranked retrieval sets. Cambridge University Press, 2008
- [2] Utrilla, F. Sistemas de vigilancia e inteligencia en la gestión de la I+D+i. La Revista de la Normalización Española (UNE), n.º 3, maio de 2018
- [3] UNE. Ficha da norma UNE 166006:2018, Gestión de la I+D+i: Sistema de vigilancia e inteligencia